quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Meu comportamento no BDSM


Eu ultimamente tenho achado muita graça, de muitas pessoas, por conta da visão que tem da Domme com o seu escravo.. Até Dommes, as "poderosas", não pensam da mesma forma.. Se vc tem uma relação mais séria e profunda sexualmente com seu escravo, vc é taxada de Switcher, Cadela ou Baunilha.. e eu só tenho uma resposta a isso.. RISOS..
Eu gosto de escravo, sub.. se fosse ao contrario, eu não teria problema nenhum em portar uma coleira.. Já de baunilha, eu não gosto mais.. pq eu teria o trabalho de transforma-lo em sub, ou teria q viver aquela vidinha dupla ou ficar reprimindo meus desejos.. Isso, nunca mais!!!!
BDSM é uma cultura.. é um modo de vida.. é só várias letras, que nos dão atitudes.. e é o mais simples.. um manda e o outro obedece.. Viu? BDSM é muita coisa em uma só caligrafia. Não existe o "meu" BDSM.. existe sim a forma como eu ajo dentro do BDSM.. Essa decisão é só minha.. o que eu faço ou deixo de fazer, é problema única e exclusivamente meu.. e novamente eu rio, quando querem me dar uma cartilha de BDSM.. Só a inseguras "poderosas", é que fazem isso, pq precisam de apoio para ser o que são, já repararam??? Eu sou o que sou, sozinha.. mesmo que só quem goste de eu ser assim, seja eu.
Gente, não existe cartilha, não existe o famoso passo-a-passo.. ou as regras do "Faça vc mesmo, de acordo com o que eu ja fiz".. não, não é assim. A "coisa" vem de dentro.. não é colocada ali por alguem.
A forma como eu trato o BDSM é simples, com RESPEITO,  a uma cultura, entidade, forma de viver (cada um nomeia como quer), e é isso o fundamental. Se uma Domme, leva as sessões dela de uma forma, o problema é dela, não vou impor meu modo de ser a ela, vou é curtir o meu, da melhor forma possível (o tempo é curto, para que eu me preocupe com o que meu "vizinho" está fazendo, por isso, uso meu tempo comigo).
RESPEITO, ÉTICA, isso sim eu mantenho. Eu gosto de escravo de coleira, pq mostra a quem ele pertence..Não gosto de pular de galho em galho, já evoluí, não sou símio. Quando me deparo com um escravo de coleira, sei que ele pertence a alguem e respeito, pq ele não é meu, é de uma outra pessoa. Mas respeito as Dommes que não querem colocar coleiras, nos escravos, mas desde que elas respeitem o meu escravo, pq ele já tem Dona.
Por outro lado, não exijo nenhuma liturgia forçada, de escravos/subs que não me pertencem. Não vou adestrar quem não carrega MsTery em seu pescocinho ou em seu coração. Quer me chamar de Sra? Chame, não exijo, mas não me importo, pode tb me chamar de Miss, Tery ou mesmo Monica ou Moni. Pq o respeito não está no Sra, está na atitude.
"Meu" (rs rs rs) BDSM é livre.. eu faço o que quero, quando quero e como quero. Dentro do que eu acho que é são, seguro e consensual.
Mais uma vez, vou explicar, eu não sou melhor, nem pior do que Dommes que tem mais tempo de "casa" do que eu. Eu sou apenas, uma Domme diferente. Mas preste atenção, TODAS somos diferentes.. Nenhuma de nós é igual a outra. Mas eu gostaria que fossemos TODAS iguais, no RESPEITO e na ÉTICA. Pq já que não existe o modelo de BDSM perfeito, já que não existe a famosa cartilha ou o passo a passo, cada uma de nós tem o direito de conduzir a sua vida, da melhor maneira que lhe convir, respeitando, obviamente a opinião alheia.
Então, não vamos ficar de blá blá blá.. meu blog é de letras, não é de imagens.. eu mostro o que sou, com o que vem de meu interior.. não copio o modo de pensar de nenhuma Domme, apesar de achar q algumas merecem o meu respeito mais do que outras, e eu mostro isso comentando nos blogs delas ou falando com as mesmas. Eu tenho RESPEITO pela M@G@, por exemplo, mas nossos modos são diferentes.. M@G@ é uma Mestra, pra mim uma excelente Domme. Mas nem por isso, eu vou passar a gostar, por exemplo, de agulhas. Eu nunca vou ser a M@G@, ou qualquer outra Domme.. eu sou MISS TERY.. e se alguem não gosta, só sinto.. a seta indica a porta, que é a mesma que se usa para entrar.
Eu não cobro tributos ou presentes, não tenho fetiche por papel, como venho falando. Eu batalho, trabalho, ganho e gasto como quero. Eu saio como quero, quando quero e pq quero. E se não to a fim, eu fico em casa, na boa. Eu gosto da minha casa e acima de tudo, de mim. E por isso, ficar sozinha nunca me assustou, mesmo morando num sítio, distante de meus amigos.
Esse post, parece um desabafo, talvez até o seja, devido as críticas que eu sempre recebi e sempre me calei. Hoje eu resolvi escrever,. e nem tinha pensado que falaria tanto.
EU SOU DOMME, posso ser educada, mansa, sensata, zen. Mas eu sou DOMME, junto com meu(s) escravo(s), dentro de 4 paredes. E é só ele(s), nessa hora, que tem o "poder" de dizer algo a meu respeito. Pq foi(ram) ele(s) que estiveram sob meu jugo. Quem nunca esteve numa sessão comigo, só vai supor.. certeza mesmo, eu garanto, nunca vão ter. Pq não PRECISO gritar, ofender escravo em sala ou em ambientes sociais, para que as pessoas me vejam como DOMME.. Quem eu quero que me veja como Domme, me vê. E é somente isso, que me importa.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Inversão, o Grande Tabu.


Sempre que se fala de inversão, o assunto vira polêmica, discussão, e as vezes até se vê pessoas alteradas, defendendo um lado ou outro do assunto. É incrível ver pessoas condenando quem faz. Incrível ouvir homens condenando ou acusando outros por gostar. 


Vou deixar aqui minha opinião:


Se o homem gosta que um homem o penetre, então fica claro que ele tem desejos homossexuais. Se o que ele quer mesmo é explorar mais uma zona erógena e só gosta quando uma  mulher o faz, então ele é heterossexual e muito bem esclarecido.


A inversão estimula uma zona de muitas inervações, o que faz com que seja muito prazeroso. Sem contar o toque na próstata.


Pode-se tb fazer a inversão, visando a humilhação do ato. O homem passa realmente a uma posição submissa, dominado. Que é a intenção maior de todo o sub, ser dominado por uma mulher. E isso, nos dá muito prazer tb.


Quanto a opinião dos machistas de plantão, eu só tenho uma coisa a falar: Experimentem, antes de criticar, vcs podem estar perdendo uma grande opção de prazer, se não gostar, ai sim, podem falar, mas sem experimentar, vcs não tem base para dizer se dá ou não prazer, concordam???? Vocês tem todo o direito de não querer fazer tb, mas com isso, perdem o direito de apontar para o outro. 


Quanto aos escravos que fazem e não escondem gostar de inversão, merecem o meu respeito, por terem uma atitude de romper com os tabus da sociedade. Isso é prova de coragem. E é por isso, que eu prefiro os subs, eles são mais corajosos para assumir os seus mais "obscuros" fetiches.


Não quero criar polêmica, só estou dando a minha, inocente opinião. E nem ando fazendo inversão como antigamente.. 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Já bebi.. Já brinquei, agora vamos falar sério.


Tenho ficado muito impaciente (novamente, mais uma vez e de novo), em relação a escravos homens que conheço, no RJ.

Nas conversas que tenho, com alguns, todos, (é unanimidade) dizem que são escravos porque amam servir a uma Dona, Rainha, Deusa, Domme.. etc..  mas, quando no real, alguns até servem ( e bem, diga-se de passagem) o objetivos deles, na grande maioria, é alcançar a realização de algum fetiche seu, acima de tudo, na hora que quer. Seja apanhar na cara, na bunda, ser colocado de joelhos, beijar pés ou inversão.

E eu vou falar aqui de escravos viciados em inversão. O objetivo deles é esse, são aficcionados nessa prática. E vem para a sessão, com essa idéia na cabeça. Fazem de tudo, pedem, imploram e até chegam ao ponto de provocar ou chantagear para ter realizado o seu fetiche.

Eu gosto de inversão, não nego. Mas, eu não vivo para ser a Mulher Ativa que esses escravos procuram. Penso que BDSM é via de mão dupla. Penso e falo isso para quem quiser ouvir, mas, eu faço aquilo que gosto e o escravo tb, mas QUANDO EU QUERO!!!!

Escravos que se aborrecem e viram as costas, só pq não tiveram a prática que queria no dia, não me interessa, pq pra mim. sinceramente esse papel não é do escravo/sub. Se alguem é mimada aqui, e pode até ter um faniquito (e não tenho) sou eu. Faço as coisas quando me dá vontade.

Quando conheço um escravo, no chat, que fala muito de um só fetiche, eu me afasto. Torço o nariz, mesmo que esse fetiche seja o que eu mais gosto. Eu quero para mim, um escravo, um sub.. e não um fetichista. Não ando com paciência, para adestrar quem não quer ser adestrado, quem não entende o que é submissão.

Cérbero e Arcano são escravos/subs, que me deram referências altas. Meus parâmetros são altos e minha paciência para faniquito não. Ou venha a mim, querendo ser sub/escravo ou não venha. Satisfazer desejos, de sub, eu até faço, pq os conhecendo e sabendo do que gostam, eu acabo fazendo, pq com certeza, são práticas que temos em comum. Mas não me venha, tentar, me fazer servir a sub, pq eu não vou. Esse papo de se não tem isso, eu vou embora. é ótimo, pq sei que a minha porta está aberta, para a saída de quem quiser sair do meu canil. Mas tb, está fechada, se quiser retornar por arrependimento, principalmente quando o erro é repetido. Errar, é humano, mas persistir no MESMO erro, é burrice. E para escravo burro, minha porta tem vários cadeados e eu perdi a chave de todos.

Outro detalhe são as promessas que não são cumpridas. Se um escravo, se propõe a fazer algo, que eu quero, ele tem que fazer. Fugir, arrumar desculpas, mentir inventando problemas e obstáculos não cola mais. Se eu quero ir em algum lugar, e ele se compromete a ir comigo. Tem que ir, se não dá as caras, é pq não quer me servir como eu quero. Então, esse tipo de comportamento, eu não quero no meu canil. Ou é comprometido com o servir ou não é.. E se não é, RALA, VAZA, CAI FORA!!!

Da boca pra fora, TODOS são escravos e subs, mas na prática, na ação, não temos nem 25%.

Quanto aos subs do RJ.. Eu ainda espero encontrar um de verdade. Não desisto. Mas, por aqui é assim, escreveu, não leu, o pau não comeu.. a porta da rua é serventia da casa.

Recado dado. E bom humor, de novo.
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